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Vo(lt)ar

O fumo da vida

por meninapequenina., em 08.12.11

 

O fumo tornava a minha visão irrespirável.

Tinham tirado as cores daquela casa magnifica que se encontrava no cimo do monte.

Como por intuição eu fui como que guiada por forças invisíveis.

Vozes imploravam por ajuda, era como se só eu pudesse evitar uma catástrofe.

O meu espírito de aventureira fez-me correr velozmente.

O meu vestido branco rasgou-se nas silvas que se encontravam pelo monte acima.

O sangue que me escorria nas veias manchou aquela estrada preta e isenta de alegria.

O perigo era escrito em cada pedaço de terra .

Corri tanto quanto o meu pequeno coração permitia.Ao abrir a porta já pouco restava do meu vestido.

Apenas uma faixa que me cobria as partes intimas.

Apesar de tudo sorria, a casa estava aparentemente abandonada, mas um delicioso cheiro equilibrava-se no ar.

O cheiro a pecado. O cheiro que me revelava que aquele esforço não tinha sido em vão.

Que aquela luta escorregadia estava no princípio.

Algo floresceu em mim no mesmo momento em que uma deliciosa cidadã se inclinou sobre o meu sorriso e murmurou algo que não compreendi.

Levou-me a uma divisão pequena que tal como o resto da casa não tinha cores.

E escrevendo-me nas veias disse que ansiava pela felicidade de alguém jovem.

Alguém que não soubesse o que era a vida, mas que a gostasse de viver.

Disse que precisava da minha felicidade imatura para dar de novo cor aquela casa.

Acho que foi nesse instante que me arrependi de todos os segundo que tinham soado a fracasso, de todos os minutos que resmunguei devido à falta de acção da minha vida.

Descobri que tudo o que conquistara se revelaria mais dia,menos dia.

Descobri que eu era mais de que uma simples pessoa. Era mais do que alguém que lutava para ter o que queria.

Eu era alguém que vivia, era alguém que não se podia dar ao luxo de desperdiçar vida.

Porque cada segundo que transpirava sem o viver, era um segundo que não dava cor à minha vida.

 

Obrigada Dolce pela ajuda.

O que seria de mim sem ti?

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